Estou cansado. Vou embora.

Falar de estratégia nacional é de canalha; explicar em que consiste essa estratégia é que seria de homem.

Socrates-passos-ai-vai

Farto de tretas estou eu. Vou emigrar em definitivo. Obrigado a quem me aturou.
See you in another life.

Posted by Vitor Cunha 

Ide lá ler, ide

Ide lá ler, façam lá esse favor a vós próprios.

O único comentário que me apetece deixar é que a partir disto o limiar da indecência é o céu.

Posted by Vitor Cunha 

Uma estátua a sócrates

O povo não acarinha sócrates. O povo usou sócrates para conseguir as medidas sociais desejadas em todo o mundo (salários de 300€, impostos de 350€, portagens de 200€, rendimento mínimo para quem não cumpre requisitos para o rendimento mínimo) e depois de as ter, abandona sócrates ao seu couce inofensivo e plenamente justificado por quem puxa uma carroça sem ajuda.

Mendonza inaugura uma tala internacional sobre o Tâmega enquanto Paulo 'chips' Scuts implementa implementações sozinho, desapoiado no mesmo desapoio que o povo oferece a sócrates.

O povo é soberano, a justiça é divina, a água é impoluta e o café é mal gostoso quando queima, por isso, não devemos criticar o povo e sim criticar as críticas que o criticam o povo, pelo povo, do povo, para o povo.

O povo manda, o povo é que mais ordenha, o povo decide, o juiz não. Se o povo abandona sócrates, o povo tem razão. Se o povo acolhe Passas Coelho e critica o Coelho, porque o Coelho anda de Mota, mas gosta deste Coelho, o povo tem razão. O povo tem sempre razão mesmo quando afirma que o povo não tem razão. O povo tem até razão quando aponta alturas em que não tinha razão em retrospectiva mas, na altura tinha.

O absurdo da situação actual em que sócrates é rejeitado pelo povo é consequência da vontade do povo. A democracia é democrática e não permite que democratas usem a política para benefício próprio salvo raras excepções, em que o tolera, ou incentiva, ou fecha os olhos e pensa na Soraia Chaves. Fora isso, não há democracia infalível. Os resultados democráticos são a vontade do povo, sempre serta, sempre sem eros, por muito que se incentive, pelo povo, apontar os erros do povo, altura em que uma vez mais o povo está certo.

sócrates merece uma estátua pelo povo, para o povo. O povo deve erguer-se e erguer uma estátua ao sócrates, com epitáfio em inglês técnico e ronco do Brasil. sócrates deve ser erigido em forma de estátua ou em forma eréctil ou em forma de falo com consciência do que estou a afirmar. A democracia é soberana, como a rainha de Inglaterra, também democrática na sua hereditariedade e sempre presente em funerais excepto quando indisponível ou de férias. Uma estátua para sócrates em cada esquina é um estímulo Queinesiano, não Selma Hayekiano, que aumenta o emprego temporário e a produção temporária de bronze. É bom para a economia e pode tapar crucifixos em zonas onde não há desfiles de fufas ao Domingo. Uma estátua para sócrates. sócrates numa estátua. Por Portugal, para Portugal, de Portugal, com Portugal, em Portugal.

Posted by Vitor Cunha 

Era assustadora: o proto-fascismo do século XXI

Durante alguns anos falou-se sobre a peculiar era em que vivemos. Doutores e plebeus, indiscriminadamente, apontaram a primeira década deste milénio como sendo a "era do amiguismo". Amiguismo, palavra passível de simples definição mas consequências imprevisíveis: estado em que existem preferências por pessoas cuja pertença ao grupo se sobreponha a qualidades ou características desejáveis para o cargo a ocupar. Disse-se que o amiguismo corroeu todas as áreas de poder e decisão, da Junta de Freguesia ao Governo do país; da construção civil de pequena dimensão à grande obra tutelada pelo Estado.

Não será, porém, demasiado simplista considerarmos estar ainda nessa "era do amiguismo"? A ver, as seguintes características:

1. Visão empresarial, que envolve os próprios trabalhadores (com poucas ressalvas dos sindicatos) sobre a necessidade de mudanças significativas na produtividade individual para originar um optimismo humano de satisfação com o facto de contribuir mais para a sociedade como um todo.

2. Critica desenfreada ao liberalismo e necessidade de afirmação positiva pelo todo e não pelo individual.

3. Guerra aos preceitos morais considerados obscurantistas e imposição de uma separação no Estado de crenças, tradições e preceitos.

4. Nacionalismo económico baseado no princípio "a culpa é da Alemanha", atribuindo a outro independente o ónus da não resolução de problemas alheios.

5. Reforço do conceito de atraso da nação por corrupção dos agentes políticos (vide amiguismo).

6. Expansionismo económico (ex-colónias, sectores energéticos) e recriações de revolução cultural (acordo ortográfico) em retórica de evolução.

7. Critica ferrenha ao Marxismo.

8. Fortalecimento do Estado e seus poderes. Regulação de mercados.

9. Vigilância e obrigatoriedade de novas formas de contribuição extraordinária para os cofres do Estado.

10. Maior controlo sobre as deformações do sistema para o lado do Estado (e nunca para o lado do indivíduo).

Estes 10 pontos poderiam ser escritos, sem os exemplos específicos, sobre a Itália de 1910. Sinais e características que, assustadoramente, se voltam a repetir, em condições diferentes mas com o mesmo tipo de aplicação genérica. Descambou no Fascismo. Com a União Europeia a revelar-se um problema e não uma resolução, em que se tornará o Portugal de 2015?

Espero estar enganado. Assumiria o erro alegremente. Mas as evidências apontam no sentido contrário.

Posted by Vitor Cunha 

25 de Abril - Lisboa suckers

Sucker, substantivo da língua inglesa com significado informal de ingénuo facilmente manipulável, descreve na perfeição os largos milhares de automobilistas que se deslocam diariamente da margem sul para Lisboa. Sim. Suckers

A ponte 25 de Abril, previamente denominada pelo adequado nome de "ponte Salazar", tem portagem. É preciso pagar para a utilizar. Segue a lógica distorcida do utilizador-pagador.
 
Vamos ver: a ponte em questão foi paga recorrendo ao erário público. Ça veut dire que trabalhadores da industria lisboeta pagaram a ponte, juntamente com agricultores alentejanos, burgueses transmontanos e sapateiros das beiras. A estes juntam-se também advogados do Porto, pastores de Seia, anarquistas de Beja e bronzeados do Algarve. E por aí fora. A ponte está paga. Muito paga. Muito paga mesmo. Talvez 30 pontes paga.
 
Um iluminado bafejado pela estupidez lembrou-se de um termo genial: "utilizador-pagador". Significa que quem utiliza a estrutura deve pagar a sua utilização e não aqueles que não beneficiam normalmente do seu uso. Quando ouvi este conceito fiquei muito contente. O corolário desse axioma era óbvio: vou receber todos os retroactivos do que paguei na altura da construção da ponte e consequentes obras de manutenção e ampliação. Achei bem. Realmente, que paguem os que usam aquilo. É uma boa ideia. No entanto, o dinheiro nunca veio.
 
Hoje torna-se lógico, pela omissão dos retroactivos, que a ponte foi paga por portugueses (incluindo os lisboetas) e hoje continua a ser paga pelos lisboetas. Faz sentido. Usais a estrutura, pagai duas vezes. Ou três. Ou trinta e cinco. Quem recebe a portagem da ponte 25 de Abril é a Lusoponte. Em exclusividade. O que fizerem eles para receber tamanho privilégio e renda milionária? Deram um adiantamento ao Estado. "Toma lá 20 e assegura-me que tenho 2 por ano". O Estado até é simpático e oferece a contra-proposta "toma lá 20 e terás os 2 por ano senão, eu pago a diferença". Gande negócio. E quem é a Lusoponte? São uns tipos bizarros que ninguém conhece como a Mota-Engil e outras pequeninas empresas nada ligadas ao poder político dos últimos 15 anos.
 
A culpa não é da Lusoponte, porém. Eu endividar-me-ia até ao tutano para ficar com a exclusividade de uma concessão dessas. Nada como ausência de risco empresarial para medir o governo de um país (não, não é o tecido empresarial; esses aproveitam o que o governo decide oferecer na sua infinita generosidade do dinheiro alheio). Quem não o faria? Kudos para a Lusoponte
 
Sócrates(*) fala de discriminação positiva que é, exactamente, a lógica que tornou popular o Ku Klux Klan. Tudo o que sobe também desce. O mundo é dual, claro. Para cada discriminação positiva há uma discriminação negativa mas isso não interessa nada. O que importa é superioridade da raça do partido ou melhor, desorçamentar para fazer umas estatísticas lindas, à lá método grego que funciona de forma perfeita para ir chatear alemães fartos de pagar as despesas irresponsáveis dos outros. Dizem que alemães também trabalham mas isso não interessa nada. Graças ao trabalho alemão e à sua agilidade para a contenção, os bancos alemães podem continuar a fazer excelente negócio emprestando dinheiro a países que o atiram pelo cano. É um saco sem fundo e enquanto se for pagando a dívida, vai-se buscando cada vez mais. Alemães esfregam as mãos e portugueses queixam-se que não deviam emprestar continuando a atirar o dinheiro ao lixo. Faz sentido. Estado quer impedir existência de limites à dívida corrente porque senão o fluxo de dinheiro deixa de ir pelo cano fora. Seria aborrecido, pá.
 
Lisboetas usam como argumento pró-portagem nas SCUT o simples facto "eu também pago". Claro que tu, alfacinha, pagas porque queres, sabes disso, não? Porque se não achas que deves pagar deves unir-te aos outros que pensam como tu e ir lá resolver o assunto. A democracia é isso mesmo. Podes partir as cabinas de portagem. És tu que as pagas. Vandalismo é destruir o que é dos outros, não o que é teu. Mais: se partires as cabinas de portagem podes sempre alegar tratar-se de um estímulo dado à construção de novas cabinas. And so on, and so on. Podes também pedir ao deputado Galamba que te arranje uma estratégia qualquer que te permita ir sempre adiando o pagamento das cabinas que vais partindo. Ele tem boas teorias baseadas no princípio económico de pilhagem.
 
Mas o argumento fica-se sempre pela solução mais fácil: como a Maria da mini-saia deixa que todos os homens se usem do corpo, violar todas as mulheres de mini-saia fica justificado.
 
Bora lá pinar as Marias todas aqui deste bordel. Isto é um bordel, claro que sabias. A tua vontade, português, de continuar a pensar com o pénis vai levar-te a uma divertida mas precoce morte. Força aí, sócrates(*).
 
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Sucker. Foto CC: tetsumo@flickr 
 
(*) termo vulgar para imbecil.

Posted by Vitor Cunha 

Canta tu que escrevo eu

Um fadista canta, sem pensar nas palavras, estar condenado a fatalismo decorrente da gorda barriga da nobreza.
Porque haveria então um fadista de votar sócrates, exigindo fé num optimismo que não sabe cantar?

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1908, desconhecido. Colecção Smithsonian.

Posted by Vitor Cunha 

En pointe

Quando mija um português, mijam logo dois ou três.
Quando morre um português, mijam todos de uma vez.

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Violetta Elvin, en pointe.

Posted by Vitor Cunha 

Campeonato do Mundo de Fuckball

A Holanda não consegue rematar à baliza do Japão. A Alemanha perdeu com a Sérvia. A Inglaterra não sabe o que são golos. A Espanha perdeu. A França foi eliminada. Portugal nem no balneário se entende.

Talvez, e só talvez, haja muita gente que recebe mais dinheiro do que o que a sua produtividade justifica.

Flexibilidade laboral para jogadores e treinadores de futebol poderá ser a solução.

Posted by Vitor Cunha 

Francisco, o puto, RIP

Francisco nasceu na aldeia de Vilarinho de Cotas, distrito de Vila Real, terra de lavoura e socalcos rasgados pelo Douro, no ano de erupção do Vulcão dos Capelinhos. Por motivos que filhos de pais separados conhecem de cor, passou os anos formativos na freguesia de Verdelhos, distrito da Covilhã. Após o 25 de Abril, ingressou no Instituto Superior de Engenharia de Coimbra, obtendo em 1979, um diploma pré-Bolonha de bacharel em engenharia técnica civil que lhe assegurou ofício na execução de projectos para casas de emigrantes pautadas por amplas áreas verticais de azulejos garridos e paredes em betão nu. A Câmara Municipal da Guarda nunca viu com bons olhos os projectos do jovem Francisco, quer pelo mau gosto arquitectónico, quer por motivos menos importantes como a instabilidade física dos mesmos.

Francisco adquiriu o gosto pela política precocemente, tendo sido, antes do curso de Coimbra, membro da Juventude Social Democrata. Após um ano dedicado à colagem de cartazes, alguns dos quais ainda visíveis em paredes do centro histórico da Covilhã, Francisco abandonou a vida política. Sol de pouca dura, em ano de adesão da Grécia à Comunidade Económica Europeia, Francisco engrossa as fileiras do Partido Socialista ascendendo, em menos de cinco anos à presidência da distrital de Castelo Branco.

Francisco, jovem jovial, cria amizade bilateral com o rei da sucata e proeminente dirigente socialista, Vera Martins, com quem abre um negócio de venda de combustíveis na Reboleira em 1990, um ano antes de integrar o secretariado nacional do Partido Socialista. Cinco anos depois, Francisco, rapaz campestre de simples ambições, viu-se membro do governo de António Guterres com as tutelas de Comércio com a Colombia e Olheiro de Futebol. Na legislatura seguinte tornar-se-ia Ministro das SCUT e Lixeiras mas a sua carreira foi interrompida com o põe-te-na-alheta de António Guterres. Durante este período, voltou à universidade e, num Domingo solarengo, concluiu Castelhano Técnico, o que lhe conferiu o título de engenheiro, título este sempre tão almejado como demonstrado pelo seu uso precoce. O incêndio na secretaria da Universidade Socialista fez com que os registos do curso concluído fossem irremediavelmente perdidos.

Sempre com olho para as finanças e o gosto dos simples, envolveu-se no negócio dos centros comerciais e adquiriu um que viria a ser o maior da Europa construído em cima do túmulo de Camões.

Com o apoio incondicional de Vera Martins, tornou-se membro do governo no ano de 2005 como Ministro do Nada, com funções de gestão da gestão dos outros ministros. Entre as obras mais relevantes destacaram-se a criação de 150.000 novos socialistas e a primeira fase da renovação do parque industrial consistindo na abolição do emprego em Portugal. Para além destas, foi o responsável pela assinatura do Tratado de Chelas que confere à União Europeia uma superior capacidade de auto-destruição. Fomentou igualmente o referendo ao resultado de um referendo anteriormente realizado e fez a redefinição do conceito de paternidade. Outros pontos altos foram a abolição do sistema de ensino e distribuição de torradeiras a crianças do 1º ciclo. Talvez motivado pela sua incapacidade para compreender a língua inglesa, decretou que nenhuma criança aprenderia inglês novamente, oferecendo licenciatura automática na língua para quem a pretender. No plano social, para além dos 150.000 socialistas colocados ao serviço da TVI na PT, aumentou a dívida pública para subsidiar os portugueses que pretendam a licenciatura automática em lavoura e instaurou um sistema de ensino alternativo que consiste na abolição do serviço público de saúde para financiar a escolaridade obrigatória por decreto, abolindo o conceito de aulas, disciplina e avaliação.

Um progressista, viu-se envolto em escândalo ao mentir sobre mentir ao parlamento o que, não lhe custando a reeleição, o obrigou a fingir negociar com a oposição.
Após a bancarrota de Portugal em 2010, assumiu cargo de gestão até às eleições de 2011, altura em que deixou a vida política para se dedicar à paixão original da engenharia na Mota-Engil, sob sugestão de Vera Martins, para vice-CEO.

Morreu no século XXI com uma fortuna acumulada de milhões de euros mas, a sua reconversão para escudos, originou herança para os três filhos inferior a 2,500,000,000,000,000,000,000,000,000,000,000,000,000,000,000,000,000$00 na nova moeda desvalorizada.

Posted by Vitor Cunha